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Reforma trabalhista e trabalho remoto: o que muda para empresas e colaboradores +

Reforma trabalhista e trabalho remoto: o que muda para empresas e colaboradores

 

Um dos grandes obstáculos para o trabalho remoto nas empresas era a falta de previsão e regulamentação legal do home office.

Com a recente reforma trabalhista isso mudou.

A Legislação agora prevê o home office e detalha as possibilidades de acordo entre a empresa e seus colaboradores que estão remotos.

Mesmo antes da regulamentação na CLT, o teletrabalho já estava sendo adotado com sucesso por um número cada vez maior de empresas no Brasil. Segundo pesquisa da SAP Consultoria, 37% das empresas pesquisadas já adotam o home office com um crescimento anual de 15%.

Com a inclusão do trabalho remoto na CLT, o receio das empresas com relação à formalização dos programas deixa de existir e a tendência destes números é crescer exponencialmente.

Veja o que a CLT agora dispõe com relação ao trabalho remoto
Segundo Guilherme Teixeira de Freitas, Consultor Jurídico do Instituto Trabalho Portátil e Especialista em Direito do Trabalho, as alterações na CLT com respeito ao teletrabalho se deram nos seguintes pontos:

1. Regulamentação do trabalho remoto
A reforma dedicou um capítulo inteiro da CLT para dispor sobre o teletrabalho (arts. 75-A até 75-E), no qual fica estabelecido que esta modalidade de trabalho será adotada mediante entendimento mútuo entre empresa e trabalhador, sendo materializado com a celebração de “contrato individual de trabalho”. Nos casos de contratos de trabalho já vigentes, a formalização será realizada através de um aditivo.

2. Detalhamento das atividades remotas
Os principais aspectos da prestação do serviço realizado remotamente deverão ser detalhados, principalmente em relação a quais atividades serão executadas pelo empregado remoto.

3. Divisão de despesas entre empresa e colaborador remoto
Ainda no item que diz respeito ao detalhamento dos serviços, o texto destaca a necessidade de definir quem deverá arcar com as despesas relativas à aquisição dos equipamentos e manutenção da infraestrutura necessária para o desenvolvimento do trabalho fora da sede da empresa.

4. Prazo de transição para colaboradores que retornarem ao regime presencial
Ficaram ainda estabelecidas regras de transição para o caso de retorno do trabalhador ao trabalho em regime presencial, o qual deverá respeitar um prazo mínimo de 15 dias.

5. Exceção ao regime de horas extras
O artigo 61 da CLT, que dispõe sobre as hipóteses de exceção ao regime de horas extras, recebeu um novo inciso (III), com o seguinte conteúdo: “os empregados em regime de teletrabalho”, igualando-os aos trabalhadores externos e ocupantes de cargos de gerência.

6. Orientações obrigatórias para colaboradores remotos
De acordo com a nova legislação, as empresas ficam obrigadas a orientarem seus colaboradores remotos quanto “às precauções a tomar a fim de evitar doenças e acidentes de trabalho.”

O que muda agora para a empresa?
Sabendo que agora estão amparadas pela legislação, as empresas ficam mais seguras para implementar seus programas de trabalho remoto e usufruir dos benefícios desta modalidade.

Além disso, regras mais definidas com relação à incidência de horas extras e ao detalhamento das atividades a serem realizadas em home office reduzem consideravelmente a possibilidade de eventuais ações trabalhistas.

O que muda para o colaborador remoto?
Com a nova CLT, a tendência é que haja um aumento na quantidade de empresas que adotarão o home office ou que ampliarão seus programas existentes. Com isso, aumentam as chances de um colaborador receber o privilégio de trabalhar em casa.

A Lei também criou um ambiente mais seguro e definido para o colaborador em home office, principalmente com a definição de divisão das despesas para montar o seu home office e com a obrigação da empresa em orientar sua equipe virtual.

Por que esse é o momento ideal para implementar o trabalho remoto na sua empresa?
O home office traz enormes vantagens e benefícios para empresas e colaboradores.

De um lado, a empresa ganha ao diminuir seus gastos imobiliários com a redução dos seus espaços de escritório. Algumas empresas que implementaram o trabalho remoto puderam entregar andares inteiros e até mesmo edifícios. Segundo a Telework Research Network, as empresas com programas de home office reduzem em 20% seus custos imobiliários e de consumo.

Outro ponto positivo para as empresas é o aumento da produtividade em home office. Por conta de um maior controle das interrupções e colaboradores mais motivados, esse aumento na produtividade chega a ser de pelo menos 20% (em muitas empresas chega a 60%), também segundo a Telework Research Network.

Outras vantagens do trabalho portátil para a empresa: a redução no absenteísmo (cerca de 25%), a atração de talentos e a retenção de talentos (10% de redução no turnover). (Fonte: Telework Research Network)

Para os colaboradores, o benefício chega na forma de um enorme aumento em qualidade de vida e uma redução considerável no tempo perdido nos deslocamentos casa-trabalho. Tempo esse que se transforma em tempo livre para passar com a família e cuidar da saúde.

Sem o obstáculo da incerteza jurídica, os desafios na implementação do home office são simplificados, podendo ser facilmente resolvidos com um planejamento prévio e com a capacitação adequada de gestores e liderados.

7 coisas que toda empresa precisa saber sobre home office - André Brik +

7 coisas que toda empresa precisa saber sobre home office - André Brik

 

O trânsito caótico e o alto custo do metro quadrado comercial nas grandes cidades promoveram o home office de tendência a necessidade. Cada vez mais empresas estão adotando a solução de enviar parte dos seus colaboradores para executar parte de suas tarefas remotamente. Com isso conseguem reduzir custos, aumentar a produtividade, atrair e reter talentos, reduzir o absenteísmo e atingir metas de sustentabilidade.

Mas apesar de todas as vantagens para as empresas, e para as pessoas que nelas trabalham, o teletrabalho é um assunto que ainda gera muita insegurança entre os gestores brasileiros. Com o objetivo de reduzir esta preocupação e garantir que mais pessoas se beneficiem com o trabalho portátil, vou apresentar as respostas para as principais questões geradas pelo assunto, e tentar derrubar os maiores mitos sobre o trabalho realizado em espaços alternativos à empresa.

1. O funcionário não vai tomar chá de sumiço
Um dos maiores medos gerenciais com relação ao home office é a percepção de perda de controle. Para muitos gestores, um colaborador remoto é uma pessoa a menos na equipe.

Existem diversas configurações de trabalho a distância e em nenhuma delas o colaborador fica isolado da empresa. Basta notar que na maioria dos casos o trabalho é realizado remotamente somente dois ou três dias da semana.

E mesmo nos casos onde o trabalho é realizado 100% home based (como nos programas de teleatendimento, por exemplo), os colaboradores devem participar de reuniões presenciais na empresa no mínimo a cada 15 dias, para receber feedbacks ou alinhar as tarefas com seus gestores.

Além disso, a tecnologia atualmente permite que gestores fiquem em constante contato com sua equipe, seja através das ferramentas de comunicação ou dos aplicativos de gestão remota de tarefas.

2. Quem paga a conta?
O texto da nova CLT estabelece que é preciso definir de antemão quem vai pagar as contas de aquisição de equipamento e custos fixos de manutenção para o funcionamento do home office. Essa divisão pode ocorrer apenas em itens específicos dos gastos e com porcentagens diferentes para empregadores e empregados.

3. O home office não é um fora-da-lei
Até pouco tempo a CLT não incluia uma regulamentação para o trabalho realizado fora da sede da empresa. Isso causava uma grande insegurança nas empresas que por receio acabavam não implementando o trabalho home office. Por consequência, empregadores e empregados não podiam aproveitar os benefícios do teletrabalho.

Com a nova reforma trabalhista aprovada em 2017 isso mudou. Agora a Lei permite que o trabalho remoto seja adotado desde que haja entendimento mútuo entre empresa e trabalhador. A formalização ocorre na forma de “contrato individual de trabalho” para novos colaboradores e aditivos para contratos de trabalho vigentes.

4. Tamanho não é documento
A impossibilidade de implementar um programa de trabalho portátil é muito mais uma questão cultural na empresa do que uma limitação relacionada ao seu porte. Algumas pequenas e médias empresas relacionam sua importância no mercado com a área física de escritórios, a quantidade de estações de trabalho e o número de funcionários presentes. Para estas empresas, estes elementos representam um símbolo de status. Manter esta estrutura funcionando é um custo que nem sempre compensa.

Quando não têm a necessidade de manter esta imagem, empresas de qualquer porte podem implementar um programa de trabalho portátil e aproveitar seus benefícios: atração e retenção de talentos, aumento na produtividade e redução de custos. Para isso, basta que algumas de suas atividades sejam compatíveis com o trabalho à distância.

E nos casos em que a empresa precisa crescer, esta modalidade permite ainda que se façam novas contratações sem a necessidade de aumentar o espaço físico de escritórios, economizando assim em custos imobiliários e gastos extras com energia.

5. Os trabalhadores brasileiros são dignos de confiança
Infelizmente, existe um senso comum de que no Brasil somos todos folgados e malandros. Por isso, muitas empresas associam o teletrabalho com perda de controle e redução na produtividade.

Aqui, como em qualquer lugar, existem realmente pessoas que exigem um monitoramento constante, procrastinam, costumam faltar ao trabalho e mesmo quando estão presentes são dispersos e improdutivos. Estes, com razão, não podem trabalhar em home office.

Mas há também – e cada vez mais – trabalhadores brasileiros responsáveis, disciplinados e éticos. Colaboradores com foco em resultados e que farão o impossível para entregar um excelente trabalho e assim manter o privilégio de trabalhar remotamente.

Cabe à empresa encontrar, recrutar, selecionar e capacitar os candidatos ideais ao trabalho portátil, para que possam reproduzir sua alta performance trabalhando bem de qualquer lugar.

Nos próximos artigos vou apresentar quais são as características mais importantes aos candidatos a home office.

6. Segredos são protegidos
Existe uma percepção de que dados sigilosos e informações confidenciais da empresa poderão ser pirateadas no caminho que fazem entre o colaborador remoto e a empresa. O risco de que isso aconteça é mínimo, pois a tecnologia já oferece diversas ferramentas que permitem a transmissão de dados e o armazenamento de informações com total segurança, mesmo que o trabalho seja realizado a distância.

Entre as soluções estão as VPNs (Virtual Private Networks), que criptografam a comunicação via internet entre colaborador remoto e empresa; e as VMs (Virtual Machines), que permitem que todas as informações de que o colaborador precisa para trabalhar sejam acessadas virtualmente de qualquer lugar, enquanto na realidade estão armazenadas nos computadores da empresa.

7. Todo mundo sai ganhando
O trabalho portátil é o melhor dos dois mundos. Um programa de home office permite que a empresa economize em custos imobiliários e ao mesmo tempo aumente a motivação – e portanto a produtividade – dos colaboradores. Também possibilita a atração e retenção de talentos e a inclusão de pessoas com deficiência. Além disso, diminui os deslocamentos casa-trabalho, reduzindo a perda de tempo em congestionamentos e com eles o estresse dos trabalhadores. E, finalmente, permite que os colaboradores tenham uma vida mais saudável e passem mais tempo com suas famílias: um ganho enorme em qualidade de vida.

Por que as empresas devem adotar o trabalho portátil?
O cenário mudou. O Brasil cresceu muito nestes últimos anos e a infra-estrutura viária das cidades não acompanhou este desenvolvimento. Além disso, a grande competitividade no mercado global está obrigando a indústria nacional a produzir mais com menor custo. E finalmente, a nova geração de talentos têm buscado um formato mais flexível de trabalho e por isso escolhe trabalhar somente em empresas que ofereçam este tipo de benefício.

Esta é uma realidade completamente nova para as empresas brasileiras. Muitas estão se adaptando e vão evoluir. Outras permanecem resistentes e podem não sobreviver.

O trabalho portátil é uma excelente solução para se adaptar a esta nova e desconhecida paisagem corporativa. Transferir parte das atividades para que sejam executadas remotamente reduz o impacto do déficit viário, potencializa a produção, otimiza custos, atrai talentos em busca de flexibilidade e reduz o turnover na equipe. Quem considerar o trabalho portátil para as questões que se apresentam, terá maiores chances de continuar no jogo.

As ferramentas para quem trabalha em home office - Marina Sell para Portal Itaú Mulher Empreendedora +

As ferramentas para quem trabalha em home office - Marina Sell para Portal Itaú Mulher Empreendedora

 

Em um primeiro momento, trabalhar em casa pode parecer perfeito. Sem dúvida, oferece diversas vantagens como economia de tempo de deslocamento e conforto. Mas é preciso atenção para não se dispersar. “Além de ter um espaço confortável para trabalho, algumas ferramentas podem ajudar a se organizar e tornar seu dia realmente produtivo”, conta Vanessa Me Tonini, que é instrutora e Agile Coach na Caelum. Já Marina Sell Brik, criadora do GoHome e sócia-consultora do Instituto Trabalho Portátil, alerta sobre o risco de procrastinação, que está na verdade relacionada à falta de disciplina. “Como no home office não há a figura do chefe exigindo resultados, é preciso organização e força de vontade para fazer a dinâmica dar certo”, alerta. Aqui, essas duas experts indicam ferramentas que ajudam a manter a produtividade.


Requisitos básicos

Domine seu sistema operacional (S.O), seja Windows, OSX (Mac) ou Linux. Todos contam com ferramentas que já vem de fábrica para produtividade. “O Mac, por exemplo, tem um sistema que facilita o dia a dia, pois permite a criar várias áreas de trabalho e deixar os apps em tela cheia, podendo navegar entre eles com atalho de teclado. Se possível, ter uma conexão de internet rápida também é importante. Pois contar uma infraestrutura que acompanhe seu raciocínio é fundamental para manter o foco”, alerta Vanessa.

Para gerir bem o tempo

“Gerenciar o tempo sempre é uma tarefa difícil, principalmente quando há muitas distrações e constantes interrupções”, conta Vanessa, que sugere:

- Harvest
é uma ferramenta web para contar o tempo que você fica em cada projeto. Ele tem um cronômetro no painel, que você liga no momento que iniciar uma tarefa, e desliga assim que terminar. Com ele é possível cadastrar os projetos e descrever as tarefas realizadas, além de gerar relatórios de horas trabalhadas. Versão de teste disponível.

- Rescue Time
Rastreia o tempo que você fica em cada programa instalado no seu computador e em cada site acessado. No painel web ele categoriza os programas e sites usados como "não produtivo", "neutro", "produtivo", mas você também pode ajustar estas categorizações automáticas de acordo com sua conveniência. Semanalmente envia um relatório por e-mail, informando o nível de produtividade da sua semana, mostrando quantas horas ficou em cada programa ou site.

- Toggl

Gratuito para até 5 usuários, este aplicativo para controle de horas tem uma interface muito bem desenvolvida. Trata-se de uma ferramenta extremamente simples: basta dar “start” e “stop” no relógio para saber quanto tempo você gasta em cada tarefa, e conseguir identificar, assim, se está procrastinando ou não. É possível, inclusive, gerar gráficos para analisar onde foi gasto mais tempo.

Para cumprir prazos

Cumprir prazos é algo importantíssimo no home office. Quem trabalha remoto deve focar na produtividade, ou seja, em entregar o que foi combinado na data esperada.

- Trello

Segundo Vanessa, com esta ferramenta você cria quadros online para organizar suas tarefas com as classificações clássicas, como: "To do" (a fazer), "Doing" (fazendo), "Done" (prontas). Nestas listas também é possível criar cards (cartões) para cada tarefa, e adicionar: título, descrição, listas, categorias, prazos, links, comentários. Você pode compartilhar seus quadros com outras pessoas e assinar tarefas para elas nos cards. Também é possível criar times empresariais.

- Google agenda

Excelente para alertar sobre compromissos agendados. “É bom separar cada um deles por cores, seguir uma organização bem visual para facilitar o dia a dia. Marque os que são pessoais e os de trabalho para dedicar o tempo correto para cada um. Além, é claro, de reservar um tempinho para emergências, que sempre aparecem”, diz Marina.

- Get Sh*t Done

É interessante, pois transforma qualquer tarefa em uma missão divertida. Segundo Marina, o app define as tarefas e o tempo para realizá-las, dividindo-as em pequenas missões com recompensas e consequências. Tudo em um tom divertido e estimulante.

Para manter o foco e a produtividade em alta

“Geralmente a produtividade no home office aumenta 20% quando comparado ao escritório tradicional, mas mesmo assim é preciso ficar atento a esses "ralos" de perda de tempo. Navegar na internet é um dos principais causadores da perda de produtividade”, avisa Marina

- StayFocusd

Ajuda a evitar a perda de tempo em sites que não fazem parte do seu trabalho. Basta programar o bloqueio ou tempo que você pode passar no site (ou sites) e trabalhar com foco. É uma extensão do Chrome, bem fácil de usar.

- Clear Focus

“É um timer estilo Pomodoro: você trabalha durante um bloco de tempo com foco total e depois faz uma pausa. Essa é inclusive uma indicação que fazemos a todos que vão trabalhar em casa (independente do aplicativo). Organize-se por blocos, ou seja, durante determinado período, deixe o celular no vibra, desligue a internet, não atenda o telefone, e foque no trabalho. Pode ser durante 40 minutos, uma hora, meia hora. Depois, tire 10 minutos para descansar ou resolver o que apareceu neste período. É melhor trabalhar assim do que ser interrompido ou se distrair a cada cinco minutos”, aconselha Marina.

- Carrot-to-do

“Através de inteligência artificial, o app interage com você de forma irônica e divertida sobre o que tem de ser feito. À medida que as tarefas vão sendo concluídas, pontos vão sendo somados, o que estimula a conclusão das atividades.

Para trabalhar a distância com sua equipe

“Vale reforçar que o ideal é poder se encontrar com o time pessoalmente, pelo menos a cada 15 dias, para alinhar as informações e fazer contato olho no olho”, aconselha Marina.

- Slack
É um dos melhores apps para trabalhar em equipe, tanto a distância quanto presencial. Você cria uma organização e adiciona as pessoas para o time, convidando-as por email. É possível criar canais por projetos ou assuntos, estruturar conversas e uploads.

- Appear.in

“Com este aplicativo é possível criar uma sala de conferência e compartilhar o link com as pessoas que vão entrar. Você pode adicionar o seu nome, e há opções para desabilitar o vídeo e som, além de contar com um chat”, conta Vanessa.

Teste, experimente e avalie quais as ferramentas que realmente atendem às suas necessidades e ajudam a tornar seu dia mais produtivo e organizado. Mas lembre-se: ter disciplina e saber gerir o tempo são pontos fundamentais.

Pesquisa Trabalho Remoto 2016 +

Pesquisa Trabalho Remoto 2016

 

Nossos parceiros da SAP realizaram um estudo de mercado para contextualizar o trabalho remoto no Brasil. Reproduzimos aqui um resumo dos principais dados encontrados na pesquisa. Para a pesquisa completa, clique AQUI.

Wall Street Journal: Ninguém Segura o Trabalho Remoto +

Wall Street Journal: Ninguém Segura o Trabalho Remoto

 

Julia Amososva, engenheira da Automattic, empresa que produz a plataforma WordPress, trabalhando do seu home office em NY. Foto: Steve Remich para o The Wall Street Journal

Em matéria do The Wall Street Journal, intitulado "Why Remote Work Can't Be Stopped", o jornalista Christopher Mims apresenta uma análise comparativa entre as empresas que extinguiram seus programas de trabalho remoto e a tendência inexorável de trabalhar de qualquer lugar.

Entre as observações principais da matéria estão os seguintes pontos:

A empresa Dell Computers entrevistou seus 110.000 colaboradores sobre seus hábitos de trabalho e concluiu que apesar de somente 17% estarem formalmente autorizados a trabalhar de onde quiserem, na prática 58% já estavam trabalhando remotamente por conta, pelo menos um dia na semana. Esses dados foram vistos como positivos pelo diretor de RH Steve Price que em 2013 traçou o objetivo de que a que metade de seus colaboradores trabalhassem remotos. Porém sua projeção era de que isso acontecesse somente em 2020, ou seja, a meta foi atingida muito antes do previsto.

Em contraste, empresas como IBM, Yahoo, Bank of America e Aetna resolveram extinguir seus programas de trabalho remoto. Porém, a matéria apresenta dados que este demosntram que este movimento ocorre na contra-mão da tendência natural de trabalhar de qualquer lugar, incentivado por ferramentas mais eficazes de comunicação e gestão remota.

Este caminho sem retorno ficou demonstrado em uma pesquisa de 2016 do Instituto Gallup que revelou que 43% de todos os trabalhadores nos EUA relataram executar suas atividades em home office pelo menos alguns dias do ano. Em 2012 esta estatística era de apenas 39%.

A pesquisa também revelou que 20% dos norte-americanos trabalha exclusivamente a partir de um escritório em casa. Em 2012, apenas 15% trabalhavam home office, revelando um crescimento considerável em apenas 4 anos.

Entre as empresas que permitem o trabalho remoto ao menos parte do tempo estão a Amazon, American Express, UnitedHealth e Salesforce.com.

Apesar da IBM relatar não ter percebido economia no home office, outras empresas citam grande redução de custos imobiliários entre outras diversas vantagens em permitir o home office, como satisfação dos colaboradores e atração e retenção de talentos.

A realidade é que a maioria das empresas que emprega o trabalho intelectual ainda estão aprendendo quais atividades podem ser executadas remotamente com maior eficácia.

O diretor da Dell comenta que a transição para o trabalho remoto não é fácil e por isso é imprescindível que a equipe virtual esteja munida das ferramentas adquadas para executar suas atividades remotamente.

Para entender estas questões, vale analisar empresas como a Automattic (que produz a plataforma wordpress) onde quase todos os seus 558 colaboradores são remotos. Apesar de estar em franco crescimento, a empresa está devolvendo seu espaço de 1300 m2 em um bairro descolado de São Francisco, Califórnia, já que em um dia normal de trabalho apenas cinco pessoas aparecem para trabalhar nos escritórios. O jornalista brinca que na sede da empresa existem mais mesas de ping-pong e pebolim do que pessoas trabalhando.

Com um time que trabalha em diferentes fuso-horários, a empresa utiliza a ferramenta Slack para comunicação remota, a plataforma Zoom para as videoconferências semanais e seu próprio sistema de comunicação para documentar os projetos e auxiliar nas tomadas de decisão.

O criador do site Longreads, adquirido pela Automattic, observa que quando todos utilizam estas ferramentas a percepção é de que ninguém foi deixado de fora. "todo mundo tem a sensação de que está junto na sala de reuniões".

Julia Amosova, engenheira na Automattic, considera que uma equipe distribuída em diversas locações pode trazer ainda outras vantagens. A comunicação realizada nas ferramentas online garante uma transparência radical para todos na empresa, algo que não é tão comum em empresas que realizam reuniões presenciais a portas fechadas, onde a unidade da equipe acaba prejudicada já que alguns colaboradores podem não se sentir incluidos nos processos decisórios.

Mas ser uma empresa 100% remota é uma opção reservada apenas para empresas de software. A Dell, que fabrica hardware, comenta que algumas áreas da empresa não estão aptas ao trabalho remoto, como a parte de engenharia, liderança, pequeisa e desenvolvimento, vendas e atenimento ao consumidor. Já outras áreas da empresa funcionam muito bem remotamente como o RH, o jurídico, o marketing, a análise de dados e outras funções de suporte.

A matéria garante que as ferramentas de comunicação remota funcionam como os pontos de encontro acidental entre colaboradores nos espaços comuns dos escritórios e que geram conversas e troca de informação. Como as áreas próximas aos bebedouros ou banheiros, por exemplo.

A ferramenta de comunicação por mensagens Slack é um exemplo disso. Ela foi criada com características que tornam a comunicação mais fácil, eficiente e até mais divertida, com possibilidade de integração com outros softwares utilizados na empresa, biblioteca de chatbots e envio de gifs animados.

Mas o que é ainda mais importante do que as ferramentas são os processos que acontecem através delas, segundo Jason Fried, co-fundador e CEO da plataforma Basecamp de colaboração remota e gestão de projetos. Segundo ele, todos na equipe devem estar alinhados e motivados em participar do processo. Caso contrário, existe a possibilidade de que alguma informação chave seja perdida no meio do caminho.

Segundo Price, o diretor de RH da Dell, a empresa deve estar comprometida com essa transformação digital. E estar pronta para investir e executá-la com qualidade. Caso contrário surgirão questões morais, problemas de comprometimento e falta de engajamento na cultura da empresa.

Ctrip: empresa chinesa revela que home officers são 13% mais produtivos +

Ctrip: empresa chinesa revela que home officers são 13% mais produtivos

 

O livro Freakonomics é um bestseller com quatro milhões de cópias vendidas e que apresenta estatísticas interessantes e contra-intuitivas do cotidiano. Freakonomics gerou um filhote – Superfreakonomics – e também um blog, filme, palestras, cases e um excelente podcast.

Um dos últimos podcasts traz um case muito interessante sobre as vantagens do trabalho portátil. Trata-se da CTrip (uma versão chinesa do Expedia), com sede em Shanghai e que possui 14.000 funcionários.

Por conta do alto custo imobiliário dos espaços comerciais de Shanghai, o co-fundador da empresa, James Liang decidiu levar parte dos seus funcionários para casa. O executivo estava fazendo um doutorado em economia em Stanford e resolveu transformar a experiência em um trabalho acadêmico. Contratou 500 novos colaboradores e escolheu, randomicamente, metade deles para trabalhar em home office. Os 250 restantes – o grupo de controle – trabalhariam nos escritórios da empresa.

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A expectativa do estudo foi atingida, pois houve uma grande economia em custos de aluguel. A surpresa aconteceu com relação ao rendimento dos funcionários: o grupo que estava trabalhando remoto foi 13% mais produtivo do que quem permaneceu na sede da empresa. Alguns motivos são óbvios: redução na taxa de absenteísmo, menos tempo perdido em congestionamentos, extensão do tempo de trabalho e principalmente a diminuição nos ruídos e distrações que ocorrem no escritório.

O podcast observa que obviamente existem distrações em casa, mas que as do escritório são piores para a concentração e eficácia dos colaboradores. A transmissão alerta também para o fato de que nem todo mundo tem o perfil de trabalhar remoto.

Para completar o estudo, o podcast traz a opinião de uma especialista em saúde pública da Washington University que afirma que pessoas que fazem grandes trajetos diários entre casa e trabalho sofrem de mais problemas de saúde (sobrepeso, pressão alta e outros) em comparação a pessoas que fazem trajetos menores.

Veja abaixo o Podcast original (em inglês)

Via Guilherme Teixeira de Freitas

Entrevistas

Entrevista ITP para o Portal Exame (05.04.17) +

Entrevista ITP para o Portal Exame (05.04.17)

Entrevista com o especialista em home office André Brik para a jornalista Claudia Gasparini do Portal Exame:

Entrevista ITP para a Revista Claudia (abr 17) +

Entrevista ITP para a Revista Claudia (abr 17)

Participação de Marina Sell, especialista em Home Office do Instituto Trabalho Portátil, em matéria da Revista Claudia.

Entrevista ITP para o Portal Santander (27.04.16) +

Entrevista ITP para o Portal Santander (27.04.16)

 

Confira no link abaixo a entrevista de Amélia Caetano, Especialista em RH do Instituto Trabalho Portátil para o Portal Santander onde ela fala sobre contratação e retenção de profissionais com perfil para trabalhar home office.

https://www.santandernegocioseempresas.com.br/detalhe-noticia/como-contratar-e-reter-profissionais-remotos.html

Entrevista ITP para a TV Justiça - STF +

Entrevista ITP para a TV Justiça - STF

 

Participação de André Brik, especialista em Home Office do Instituto Trabalho Portátil, no programa Fórum da TV Justiça do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a pesquisa do programa, o trabalho remoto cresceu 50% entre 2014 e 2015 e já alcançou 68% das empresas do país. A gestão remota aumenta a produtividade, a satisfação e o engajamento dos colaboradores além de reduzir os custos com transporte, alimentação e instalações. Mas é preciso capacitar quem vai trabalhar à distância para evitar problemas judiciais. Confira abaixo a participação de André no programa.

Entrevista ITP para a revista Você RH (out/nov 2015) +

Entrevista ITP para a revista Você RH (out/nov 2015)

 

A edição 40 da revista Você RH traz o trabalho a distância entre os destaques da capa. André Brik, criador do GoHome e do Instituto Trabalho Portátil, foi entrevistado sobre o assunto. A matéria fala sobre o perfil do funcionário que trabalha em casa, as questões da rotina de trabalho e dos resultados positivos que as empresas têm encontrado através da adoção do trabalho em home office.

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Entrevista ITP para Pequenas Empresas Grandes Negócios (05.11.14) +

Entrevista ITP para Pequenas Empresas Grandes Negócios (05.11.14)

 

trabalho remoto pequenas empresas grandes negócios

Entrevista ITP para o jornal O Globo (09.04.14) +

Entrevista ITP para o jornal O Globo (09.04.14)

 

trabalho remoto o globo

Entrevista ITP para a Folha de São Paulo (08.12.13) +

Entrevista ITP para a Folha de São Paulo (08.12.13)

 

Confira aqui e na imagem abaixo a matéria divulgada na Folha de SP sobre como trabalhar bem de qualquer lugar com a participação da especialista em home office Marina Sell do GoHome/ITP.

Folha SP 08.12.13

Entrevista ITP para a Época Negócios (21.05.13) +

Entrevista ITP para a Época Negócios (21.05.13)

 

A Época Negócios escreveu uma matéria sobre o lançamento do livro Trabalho Portátil e trouxe uma entrevista com os especialistas do ITP. Confira no link abaixo ou clique na imagem.

http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Carreira/noticia/2013/05/dez-passos-para-saber-se-o-home-office-funciona-para-sua-empresa.html

trabalho remoto

Entrevista ITP para o Portal Exame (26.07.13) +

Entrevista ITP para o Portal Exame (26.07.13)

 

Matéria sobre trabalho remoto para o Portal Exame com a participação dos especialistas em Home Office do ITP Marina Sell e André Brik.

trabalho remoto portal exame

Entrevista ITP para o jornal Estadão (18.09.11) +

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Folha de São Paulo Trabalho Remoto

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Entrevista ITP para o jornal Diário Catarinense (10.06.14) +

Entrevista ITP para o jornal Diário Catarinense (10.06.14)

Diário Catarinense 10.06.14

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Entrevista ITP para a InfoMoney (09.12)

 

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